sábado, 15 de Setembro de 2007
Jorge Palma - Encosta-te a mim
Encosta-te a mim, nós já vivemos cem mil anos
encosta-te a mim, talvez eu esteja a exagerar
encosta-te a mim, dá cabo dos teus desenganos
não queiras ver quem eu não sou, deixa-me chegar.
Chegado da guerra, fiz tudo pra sobreviver
em nome da terra, no fundo pra te merecer
recebe-me bem, não desencantes os meus passos
faz de mim o teu herói, não quero adormecer.
Tudo o que eu vi, estou a partilhar contigo
o que não vivi, hei-de inventar contigo
sei que não sei, às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem, encosta-te a mim.
Encosta-te a mim, desatinamos tantas vezes
vizinha de mim, deixa ser meu o teu quintal
recebe esta pomba que não está armadilhada
foi comprada, foi roubada, seja como for.
Eu venho do nada porque arrasei o que não quis
em nome da estrada onde só quero ser feliz
enrosca-te a mim, vai desarmar a flor queimada
vai beijar o homem-bomba, quero adormecer.
Tudo o que eu vi, estou a partilhar contigo
o que não vivi, um dia hei-de inventar contigo
sei que não sei, às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem, encosta-te a mim.
Hoje sonhei com esta música. Foi estranho, mas ao mesmo tempo tão real. Ainda não sei bem o que pensar sobre o sonho. Esta música tem uma mística que ainda não consegui atingir. Algo como só Jorge Palma poderia escrever. Diz-me tanto e ao mesmo tempo tão pouco. É tão estranha e ao mesmo tempo tão clara. Já a conhecia há algum tempo, mas acho que só hoje consegui perceber um pouco da sua essência e o que estas palavras representam para mim.
Se ao menos a pudesses sentir da mesma forma...
Subscrever:
Enviar comentários (Atom)
1 comentários:
E ainda não me contaste o sonho...
Enviar um comentário